terça-feira, 19 de abril de 2011

Prática do relógio na microscopia

Nos laboratórios didáticos de microscopia, sempre encontramos microscópios providos de uma seta, geralmente embutida na ocular direita, que tem a função de indicar uma estrutura que se deseja evidenciar. No entanto, se há mais de uma estrutura interessante focada, é necessário movimentar a platina, colocando uma de cada vez próximo à seta para observá-la. Mas há a possibilidade de evidenciar mais de uma estrutura em um único foco, que aliás, é uma prática comum em microscópios desprovidos de setas.

É a prática de comparar o foco com um relógio comum. A imagem focada sempre está inserida em um campo circular, já que o conjunto óptico tem este formato, como na representação abaixo:


Agora, observe o relógio comum representado abaixo:



Basta agora imaginar que o foco do microscópio é um relógio. Você pode mostrar aquilo que deseja no foco, através de sua localização, como se estivesse próximo aos números do relógio, ou seja, os referenciais são os números do relógio. Observe o exemplo abaixo, utilizando uma lâmina de esfregaço sanguíneo, cuja imagem foi obtida no Serviço de Patologia Clínica da UFTM:


Observe as plaquetas localizadas próximo ao que seria no relógio o número 1, 2, 4, 5 e 7, e um neutrófilo chegando em 6.

Agora é só usar este método nas aulas práticas como opção, mas sem desprezar a utilização da seta.

Um comentário:

Flávia disse...

Pessoal, o texto é interessante, bastante útil nas disciplinas vistas neste semestre, porém sentimos falta das fontes utilizadas tanto para o texto quanto imagens. Além disso, é mais adequado utilizar o termo "campo" no lugar de "foco", quando referimo-nos ao "campo de visualização". Foco é outra coisa.